Azar no jogo, azar no amor

Sabe aquele ditado: “azar no jogo, sorte no amor?” Bom, para mim tinha que ser “azar no jogo, azar no amor”, porque sorte é uma palavra que não está no meu dicionário quando ela é relacionada ao amor. Na real, eu acho que o amor quando passa por mim ele se esquiva, me dribla, dá um olé, dá um chapéu, dá uma cortada, mete um bloqueio, entre outras expressões esportivas existentes para dizer que uma pessoa passou perna na outra. Reza a lenda que existe uma pessoa certa para cada pessoa no mundo, que quando é para ser as almas gêmeas se encontram. Sinceramente? Acho que a minha alma gêmea não foi fecundada junto com o óvulo da minha alma, quem dirá na mesma placenta. Se bem que, podem ser almas gêmeas bivitelinos, óvulos diferentes, placenta diferentes. É tudo tão diferente que nem gêmeos somos mais, por isso não nos encontramos. É.. Acho que a minha metade da laranja já foi chupada. A verdade é que eu não procuro muito o amor também. E como diz um outro ditado: “quem procura, acha”, então é por isso que eu não achei o amor ainda. Gosto de pensar que quando for para ser, será. Que vai aparecer alguém que eu me identifique, seja o carinha que pede a identidade para comprovar o meu ingresso de meia no cinema ou até mesmo um segurança de algum show.  Falando sério, eu acredito que o amor é uma surpresa, que quando você menos espera ele aparece na sua porta, entra na sua casa, bebe um copo d’água, deita no seu sofá, coloca os pés na mesinha de centro e se aconchega. Se aconchega no seu coração. E se identifica com você, independente de gostar das mesmas coisas que você ou não, vocês vão se complementar. Gosto de usar essa palavra porque acho um equívoco quem diz que devemos encontrar alguém que nos completa. Você deve ser feliz consigo mesmo, pois ninguém consegue ser feliz com alguém quando não é feliz consigo próprio. Não culpo as pessoas de pensarem assim, pois é isso que os filmes de romances nos mostram, que o amor chega para completar. As pessoas sonham em viver amores que te tirem do chão, eu sinceramente não espero isso, a não ser que eu esteja cansada e ele disposto a me carregar no colo, nem vou questionar essa decisão. É amor, pode bater na minha porta quando quiser, sinta-se à vontade. Eu só espero que você assista alguns filmes de romance comigo, mesmo que no final você olhe para mim é diga: “não acredito que você está chorando por isso”, mas se quiser chorar também, não fique com vergonha, terá uma panela de brigadeiro preparada para este momento. Prometo jogar vídeo game com você, eu até gosto de alguns jogos.  Pode colocar os pés na mesinha de centro também, embora eu tenha toque de limpeza e esse gesto vai me incomodar o bastante. Eu gosto de me comparar a Mônica de friends, sabe? Se não sabe, tenho o box com todas as temporadas para você conhecer. A questão é que eu vou abrir mãos de coisas bobas, para ter a sua companhia e só quero que você faça o mesmo por mim. Porque o amor é assim, nos identificamos, nos modificamos e nos complementamos. E sabe com quem aprendemos isso? Com o tempo! Esse que será responsável pela a sua chegada em minha porta.

Larissa Lisboa.

 

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