Um poeta

Um poeta é cheio de si. Um poeta escreve com a alma. Um poeta é um rascunho do seu eu-lírico, mas também é a cópia dos seus pseudônimos. Um poeta é cheio de si(s). Um poeta escreve sobre coisas verídicas, mas também sobre coisas fictícias. Um poeta desabafa as emoções da sua alma, mas também cria desabafos de outras almas. Um poeta é cheio de si(s). Um poeta é a mistura do real e do imaginário. Um poeta é feito de seus silêncios, mas também de outros silêncios. Um poeta é cheio de si(s). Um poeta gosta de ser poeta por ter a liberdade de escrever o que quiser, sobre o que quiser. Um poeta escreve sobre si e sobre quem queria ser. Um poeta escreve sobre as coisas que já lhe aconteceram, mas também sobre as coisas que deseja acontecer. Um poeta é cheio de si(s). Um poeta é cheio de si e de outros si(s) que habitam em seu coração. Um poeta pode ser quem quiser, basta sentir. Um poeta quando sente, escreve. Um poeta escreve rascunhos de si próprio e de outros si(s) que discorrem de sua personalidade própria ou adquirida. Ah, o poeta. O poeta é capaz de traduzir por si o que os outros si(s) não conseguem traduzir. Um poeta corresponde a todos os pronomes e é capaz de compreender os sentimentos de todos eles. Um poeta é cheio de si, de mim, de você, de nós, vós e eles.  Ah, o poeta. O poeta. Um poeta. Um poeta e seus si(s).

Larissa Lisboa.

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