Madrugada

A madrugada me invade com o seu silêncio, esse que é cheio de mim. Esse que é um conjunto dos meus pensamentos rotineiros antes de ir dormir. Sabe aquele tipo de coisa que deixamos para pensar antes de dormir porque é tão significante que, pelo menos na minha cabeça, tenho a esperança de que pensar antes de dormir irá fazer com que eu sonhe com isso. A madrugada e seu silêncio que diz tudo. Seu silêncio cheio de sonhos sonhados acordado. Seu silêncio cheio de diálogos que ficarão apenas entre mim e a madrugada. A madrugada é capaz de despertar uma nostalgia, desencadeando múltiplos sentimentos como: saudades da época de escola, a falta de um brinquedo perdido, a vontade de conversar de novo com alguém. A madrugada é capaz de trazer à tona, no nosso momento de maior fraqueza, os desamores. Às vezes nos faz pensar que ainda amamos um certo alguém, quando na verdade é só saudade do que se viveu. A madrugada, além do seu silêncio, traz consigo um choro meu implícito. Um desejo de soluçar em prantos toda a saudade que duvidava que existia em mim. A madrugada é como a solidão, porém rotineira. É um momento em que estou só e cheio de mim. É um momento em que me deixo invadir. Na verdade, é até uma sensação gostosa, mas tem dias em que tenho medo em desabar por completo em meus pensamentos. Madrugada, saiba que seu silêncio és bem-vindo, mas se por algumas vezes você não conseguir me invadir, saibas que eu dormi cedo.

Larissa Lisboa.

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