Aprendendo a viver

E aprende que, na verdade, o mundo é muito maior do que se imagina, que o amor vai muito além do que se acredita e que, dentre as escolas da vida, a vida é a melhor delas.
E aprende que nem todo mundo que sorri esconde uma rosa atrás das costas e que a pedra que nos atinge, às vezes, vem do lado menos esperado.
Aprende que os sentimentos podem enganar mais que esclarecer e que os amigos nem sempre são tão amigos quanto diziam ser.
Aprende que o coração pode representar, mais que a própria casa, seu lar e que, apesar de todos os corações do mundo possuírem o mesmo tamanho, alguns são maiores que outros.
Aprende que nem toda a fome do mundo pode ser resolvida com comida e que, muitas vezes, o melhor alimento é o amor.
Aprende, também, que grande parte do que se vê nas pessoas, a gente é que cria, é muito mais nosso do que delas de fato; e que deixar de criar, pode ser a forma mais sensata de deixar de ver e esquecer – e a mais difícil.
Aprende que “o amor surge através de pequenos gestos, vive por causa deles e, quase sempre, por gestos ainda menores ele vai embora”.
Aprende que nem sempre é possível se entregar, nem sempre é tão fácil confiar, nem sempre vale a pena se apaixonar. E, depois de aprender isso, desaprende para aprender que o amor é necessário, que amar é sempre válido e que, sem ele, a vida fica sem cor.
Aprende que nem a maior das decepções deve tirar o gosto pela vida, porque estar vivo sem viver é quase como, aos poucos, morrer.
Aprende que as músicas trazem paz e os poemas trazem calma e que, quando juntamos os dois, todas as rimas trazem um pouco de alma.
Aprende que sorrisos sinceros purificam e que beijos apaixonados revigoram.
Aprende que dentro de um abraço há a cura para o universo e que quanto maior for a duração, maior será a eficácia.
Aprende que muitos amores vão e que poucos amores ficam, mas que isso não torna um menos importante que o outro.
Aprende que pessoas são só pessoas e que não adianta esperar super poderes ou perfeições: em algum momento, todos nós vamos falhar.
E aprende, assim, que errar é a forma mais natural de aprendermos sobre a nossa própria humanidade. Porque não há outra forma de aprender a viver senão através da nossa mania de, constantemente, tropeçar e fracassar para, a partir daí, levantar e continuar a caminhar. Porque a vida é isso, é caminhar; e só caminhar, sem saber para quê ou aonde aquele caminho vai dar. Só caminhar.
Aprende, finalmente, que passar a vida em função de aprender é, em outras palavras, desperdiçar. Viver não consiste em entender, mas como o próprio nome diz: em viver. E, por último, a vida não se trata de ter ou estar, mas de ser. E, isso eu garanto, a gente aprende!

Katherine Albuquerque

 

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