Até segunda

É sábado à noite e eu poderia estar em qualquer lugar agora, mas estou em casa tentando ver as minhas séries enquanto você invade a minha mente. Isso vem se repetindo há algum tempo, mas hoje senti a necessidade de escrever sobre.

Pego o meu celular e abro o bloco de notas e começo a pensar em você, começo a me concentrar só em você, na verdade, porque pensar em penso a todo instante. Mas sabe o que é estranho? Eu não sei o seu nome. Você invade a minha mente com a sua imagem, mas eu não sei o seu nome. Como posso montar diálogos imaginários se nem ao menos sei como me referir a você? Isso está me enlouquecendo. Me enlouquece porque eu ainda não tive a coragem de chegar até a você e perguntar o seu nome. Me enlouquece porque você invade a minha mente como o sol invade o céu pela manhã, como a lua invade o céu pela noite: chega de mansinho e se intensifica. Fica.

Eu penso na sua voz, mas nem ao menos sei o som. Eu penso em alguns diálogos, mas nem sei sobre o que você gosta de falar. Eu penso em você e me lembro que ainda não sei o seu nome, acho que é isso o que me leva a pensar em você a todo instante. A curiosidade. O que eu mais quero é que essa curiosidade se acabe e, que assim por diante, a única curiosidade que possa me invadir é de querer saber quando você me mandará uma mensagem, pode ser um bom dia ou um boa noite, mas saberei que você se importa. Importa. Se transporta para mim, por favor. Me invada com esse seu sorriso. Me preenche com esse seu olhar por de trás dos óculos mais lindos que eu já vi. Me preenche. Me enche, de amor.

Por hoje vou parar de pensar em você, mas não posso prometer que não irei sonhar contigo. Se você ler isto um dia, saiba que eu não sou apaixonada por você, ainda. Ainda? Essa agora é a minha “nova” curiosidade, nova entre termos, pois só darei espaço a ela quando eu descobrir o seu nome e assim você ocupar o seu espaço em mim. Seu nome. Vai soar como poesia para um coração que sonha com um eu lírico desconhecido.

Acabo este texto com a coragem me invadindo e na segunda irei falar com você. Não sei se será nesta segunda ou na próxima, mas sempre haverá uma segunda. Sempre haverá uma curiosidade. Sempre haverá o seu nome. E, se depender de mim, sempre haverá uma terça, quarta, quinta e sexta feira, junto com um sábado e um domingo, para eu criar coragem e chegar até você. Chegar até o seu sorriso. Se depender de mim, sempre haverá o seu sorriso. Acabei de pensar nele agora e, tenho a certeza de que quero poder observa-lo ao vivo o máximo que eu puder. Ao vivo. Eu vivo. Pensando em você. Você. Qual o seu nome? Você. Me enlouquece. Você. Seu olhar. Você. Seu sorriso. Você. E eu. Eu. Meu texto. Meu desabafo. Meu segredo.

Me despeço definitivamente desse texto porque não quero mais pensar em palavras para descrever o que estou sentindo. Quero pensar em você. Só em você. Até segunda.

Larissa Lisboa.

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