Amores panópticos

Cansei de amores panópticos

Em que não há confiança, 

E sim uma vigilância 

Dos meus passos, 

Dos meus olhares, 

E dos meus gestos, 

Me deixando indigesto 

Mediante tal situação. 

O olho que tudo vê

Deixa passar despercebido

O sentimento que trago comigo, 

Por ansiar em me dar castigos 

E me afastar de seu coração.

Entristeço por saber 

Que tudo o que queres 

É me manter em uma prisão, 

E me ter em suas mãos, 

Se interiorizar em meu ser 

E dominar com poder 

O sentimento que julgo ser livre.

Não tente me disciplinar, 

Nem docilizar o meu coração,

Me expondo à ilusão 

De que sou livre, 

Quando na verdade o que tu queres

É capturar a minha alma. 

O único condicionamento

Que estou orientado, 

É de me afastar das pessoas 

Que tratam o amor como prisão, 

E não como um sentimento livre

Que habita em um coração, 

E que precisa de uma relação 

Para dizer sim para a vida. 

Se tu pretendes 

Me manter em cárcere privado, 

E me manter calado, 

Sem questionamentos, 

Apenas correspondendo 

A relação corpo e objeto, 

Seguindo suas ordens e movimentos

Como um operário em uma fábrica

Obedecendo às máquinas, 

Desista!

Sou um ser humano 

Com natureza livre,

E que acredita no amor 

Em sua forma simples, 

Baseada numa relação de compreensão, 

E não na manipulação.

Larissa Lisboa.

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