Voz

Eu ouço uma voz conhecida,

Assídua em meu presente.

Uma voz eloquente

Com um tom ensurdecedor.

Uma voz inteligente

Com um ar diserto,

Que de certo modo

Torna o meu ser aparente 

E me distingue

Do ser que eu acreditava que conhecia.

Eu ouço uma voz tamanha

Que sussurra sem piedade,

Com um tom cético 

Clamado em dó maior,

Todos os planos que possui para mim.

Uma voz nada inocente

E um tanto convincente 

Que sobrecarrega a minha mente

E me fragiliza sem pudor.

Uma voz um pouco traiçoeira

E que me auto sabota 

E me deixa à beira da derrota.

Eu ouço uma voz

Que se faz presente em minha mente

Um pouco doente,

Que em mim já interiorizada

Me deixa desarmada.

Eu ouço uma voz

Que me enfraquece diariamente

E temo em perder a luta 

Que tenho feito constantemente

Contra a minha mente.

Anseio em ouvir outras vozes

Amplificadas em um volume maior

Na tentativa de amenizar essa voz

Que domina o meu ser,

Tornando-me menos prisioneira

E criando expectativas de um dia

Eu poder estar no controle

E não o contrário,

Desabituando o costume.
Larissa Lisboa.

2 comentários em “Voz

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