Quando bate aquela saudade

A saudade bateu à porta
E pediu para entrar.
Cruzou a sala de estar,
Suspirou enquanto via as fotos
Emolduradas na estante,
Subiu as escadas,
Parou por um momento
Em frente à porta do quarto
E me pediu licença para entrar.
Observou os móveis,
Sentiu o meu perfume
E impulsivamente invadiu o meu coração.
A saudade não me preparou,
Nem se quer me perguntou
Se hoje poderia se instalar por aqui.
A saudade percorreu o meu corpo 
Iniciando pelos pés,
Que estavam frios já que a sua meia preferida
Não estava lá.
Invadiu o caminho entre as pernas e o quadril,
Que já não fazem mais conchinha.
Se instalou por um longo tempo nos meus braços,
Que queriam sentir o calor de um abraço 
Que não se faz presente há tempos.
A saudade passou pela boca,
Que ainda não esqueceu os lábios teus,
E cochichou com um tom de esperança em meu ouvido
Que não sou a única a estar sentindo falta.
E por fim deu palpites para a minha mente que,
Um pouco descrente,
Suplicou por ajuda aos olhos,
Que choraram de emoção.
A saudade bateu à porta
E se fez presente 
Enquanto se decodificava 
Em um trilha sonora de Rubel.
A saudade se instalou no meu telefone.
Disco um número sem pensar…
“Deixe o seu recado após o sinal”
Suspiro fundo e digo:
“A minha saudade quer lhe deixar uma mensagem”
E em seguida desligo 
Na esperança de todo esse sentimento ser recíproco.

Larissa Lisboa.

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