A gente descobre

Cedo ou tarde a gente descobre que não precisa mudar pra ser aceito;
Que somos universos perfeitos,ainda que com defeitos;
Que a dor da rejeição cada vez tem menos efeito;
E que a vida é um milagre, um grande feito.

Com o tempo a gente descobre
O quanto somos grandes e nobres;
E que vazias e menores são as palavras (não nós) daqueles de mente pobre.
Porque crescer não é sinônimo de diminuir aqueles ao seu redor
E que existe uma relatividade no termo “melhor” (quem define o que é o melhor?).

A gente descobre que qualidade é mais importante que quantidade
Porque popularidade não é sinônimo de fidelidade.
A gente percebe também o valor da liberdade
E que o que “acham” de você não reflete a realidade.

É, a gente descobre…

João Franco.

A vida acontece

A vida acontece
Pessoas se conhecem
Umas chegam, outras se despedem
E continuamos a viver.
Sorrisos daqui,
Abraços dali,
Um pouco de lágrima escorrega pelo rosto…
A mudança chegou!
Mudança
Uma dança nada muda
Em que o coração clama,
Em dó maior,
Por algo novo.
Mudança
Uma dança nada muda,
Mas que muda toda a dança da vida
Que você apresentou até aqui,
Em seu espetáculo particular.
A mudança chegou,
A tristeza bateu
E a alegria revidou,
Trazendo amor.
Trouxe também esperança
E muita coragem.
Com muita certeza em si,
Construa suas asas,
Voe!
Um novo ciclo começou.

Larissa Lisboa.

A tristeza bateu à minha porta

A tristeza bateu à minha porta e eu a convidei para entrar.
Puxei a cadeira, dei um sorriso e fui preparar um café.
Ela continuava do mesmo jeito que a última vez em que eu a vi. Uma velha amiga assim, a gente nunca esquece.
“Quer ouvir uma música?”, perguntei, já sabendo da resposta.
Ela sabia “Details in the fabric” de cor e salteado. Me arrisco até a dizer que ela foi fundamental na composição de Jason Mraz.
Ela me cara enquanto estou preparando o nosso lanche e sussurra: “Não está nada bem com você, não é mesmo?”. Ela sempre tem razão. “Não adianta fingir que está tudo bem”, continuou, “eu sei que não está”. E não estava mesmo. Não tenho me sentido bem faz algum tempo, mas me esforço para sorrir.
Arrumo a mesa, coloco um pote de Nutella, sei o quanto ela gosta de comer com biscoitos. Servi o café e continuei como se nada estivesse acontecendo. Perguntei o porquê da visita e ela desconversou, mas não parava de me encarar.
“Você está um pouco diferente”, disse, enquanto continuava a me olhar.
Uma lágrima caiu dos seus olhos, seguido de um “você não vai me encarar, não é mesmo?”
Não, hoje não. Hoje eu preciso tentar outra alternativa.
Sim, realmente não estou bem. Embora tudo esteja uma baita confusão, algo me diz que eu tenho que seguir em frente.
E cá estou eu, olhando para dentro de mim mesma, me materializando na mesa de café e tentando entender o que estou sentindo. É difícil se encarar, às vezes.
Talvez eu precise ouvir uma outra voz além da minha própria. Talvez eu melhore dessa forma. Talvez o amanhã seja diferente. Talvez eu consiga me encarar. Mas hoje não, hoje eu preciso de um conforto e de alguém que me diga que tudo vai ficar bem.
“O seu silêncio é ensurdecedor”, disse com voz trêmula e depois fechou a porta. Levantei em seguida. Não para ir atrás dela, mas sim para aumentar o volume da música. A música está despertando em mim uma coragem que eu desconheço, mas espero que se mantenha mesmo depois da faixa acabar de tocar.
Eu sei que preciso me encarar e me encontrar. Quem sabe até me reinventar. Essa que aqui estava não era a minha melhor versão, então seguirei em frente, um dia de cada vez, até encontrar a melhor versão de mim. E tudo vai ficar bem.

Larissa Lisboa.

O sol há de brilhar

Ultimamente o clima aqui não estava sendo compatível com as previsões do noticiário das 20h.
O calor previsto para a última semana beiraria aos 38 graus, mas o meu desespero me congelou se aproximando dos 12 graus.
Fazia tempo que eu não via o sol, pois a vida me inclinou para para uma tempestade de situações acompanhadas por constantes ventanias emocionais. Me senti as casinhas dos três porquinhos sendo sopradas pelo lobo mau, prestes a desmoronar.
Mas a vida tem que seguir, não é mesmo? E nós somos os principais responsáveis pela mudança de nós mesmos… E então coloquei o rádio para tocar enquanto criava forças para me reconstruir.
“Melhor viver meu bem, pois há algum lugar em que o sol brilha para você”, cantarolavam Jeneci e Lavieri na minha playlist.
Aprendi a dançar na chuva que tinha desaguado sobre mim. Entendi que o vento estava levando os meus problemas. Compreendi que felicidade é só questão de ser. Tive a certeza de que o lado bom da vida só dependia do meu olhar. E que, em breve, o sol há de brilhar.
Desde então as previsões do clima tempo continuam, a playlist continua, e a minha vida tem seguido aqui também.

Larissa Lisboa.

Domingo

O domingo se despede depois de deixar a minha mente cansada de tanto pensar em nós.

Hoje foi um dia descrito fielmente por Lobão: “chove lá fora e aqui faz tanto frio”. Um frio dentro do meu peito, que só esquenta com o calor dos beijos teus.

A saudade aqui é grande. Demais da conta.

Embora a chuva dê a sensação de melancolia, aqui dentro o Lobão abre um espaço para Shakespeare e só consigo pensar em você como um dia de verão. Sorriso largo, gargalhadas altas e cabelos ao vento.

Criei uma playlist com as músicas que você cantarolava enquanto tomava banho. Deve ser por isso que a sua voz ainda está ecoando em minha mente.

Agradeço a este domingo por ter trago à tona você em todos os momentos. Assim eu consegui dar alguns sorrisos por lembrar que você continua a mesma pessoa alegre de sempre, realizando tudo o que planejou.

Não sorrio tanto quanto antes, mas fico feliz em saber que você está bem.

Agora junto com o domingo eu me despeço, pois preciso me preparar para mais uma semana longa, rotineira e sem você.

Até um próximo domingo, minha mais doce lembrança.

Larissa Lisboa.

Um pouco de amor próprio

Você já aconselhou um amigo hoje? Já disse o quanto ele ou ela é foda? Já disse que pode contar com você sempre que precisar? Já disse que tudo vai ficar bem? Já disse que confia nele? Acredito que sim. Porque você faz isso sempre! Mas sabe o que você não faz? Não toma os seus conselhos para si próprio…

Você tem noção de que você é foda demais? Você tem noção de que tudo depende do amor próprio para que as coisas fiquem bem? Você acredita em si mesmo, no seu potencial?

Cá entre nós? É lindo se amar!

Quando você acreditar em si mesmo não vai precisar que mais ninguém acredite, porque só o seu reconhecimento próprio já será o suficiente.

Larissa Lisboa.

Mulheres

Hoje, 08 de março, é o Dia Internacional da Mulher.

O dia que representa a nossa existência e resistência diária.

O dia que representa a nossa luta que se fortalece com o passar dos anos.

O dia que representa a força de todas nós.

O dia que marca grandes mulheres que lutam e lutaram pela importância do ser feminino para a sociedade.

O dia que representa a importância do feminismo.

O dia que ressalta que as mulheres são importantes não apenas hoje, mas todos os dias.

Somos importantes.

Somos capazes de tudo: De ocupar cargos importantes, de lutar pelos nossos direitos de pensar, de ir e vir, direito de falar, direito de se vestir, direito de ser quem queremos ser.

Somos sinônimos de feminino e mulher-feita, mas principalmente somos a representatividade na sociedade quando relacionadas com a luta e força que todas nós guerreiras temos!

Somos mulheres, somos importantes, somos capazes! E somos muito melhores juntas na luta pelo nosso espaço na sociedade! Nós mulheres somos foda!

Larissa Lisboa.

Alívio

Fazia tempo que eu não sentia minhas costas doerem

Enquanto respiro profundamente.

Algumas pendências atenuavam

A minha carcaça,

Pesando o meu corpo,

Os meus olhos

E fraquejando a minha coragem.

Hoje o vento suave balança os meus cabelos,

Que já não estão caindo desde que cortei.

Cortei o cabelo,

Cortei o descaso,

Cortei a cobrança

E senti o alívio.

Com folga desafogo o meu corpo,

Descanso minha consciência

E me preparo para mais uma etapa.

Sei que a vida não é fácil,

Mas agradeço por ter um pouco de paz

Em meio ao caos que eu tinha me tornado.

Larissa Lisboa.

O que sou

Eu sou poesia para quem saber ler,

Sou abraço para quem procura abrigo,

Sou um ombro amigo quando preciso.

Sou verso desregulado,

Sou caos ao mesmo tempo que sou calmaria.

Sou companhia de fins de semana,

Mas também sou companhia para um café a noite quando necessário.

Sou pluma que flutua na vida dos outros ora vôo ora caio. 

Girlaine Beatriz.

O que você faria nos seus últimos segundos?

A vida passa num estalar de dedos, num piscar dos olhos. Em questão de segundos tudo pode mudar e, cá entre nós, o que você faria nos seus últimos segundos?
Sabe aquele abraço que você sente saudade, mas a distância ou o orgulho o afasta de você? Estique bem os braços e abrace o mais apertado possível!
Sabe aquele sorriso que você só se recorda quando fecha os olhos? Quem sabe ele não é o real motivo pelo qual você deixava à mostra toda a sua arcada dentária? Vai lá e arranque esse sorriso de você sabe bem quem.
E aquela conversa que você não terminou? Abraça um vinho ou uma lata de cerveja e coloca o papo em dia.
Lembra aquele beijo que você deixou de arriscar por ter medo de por tudo em risco? Arrisque! 
Eu estava ouvindo no rádio agora há pouco aquela música que você dançava na chuva. Hoje não escuto mais o radio tocar em sua casa… Já olhou pela janela? Está prestes a chover e você sabe muito bem o que quer fazer.
Sabe aquele pedido de desculpas? Peça! Faz um bem danado reconhecer os seus próprios erros.
Sabe aquela caixa de ferramentas que você guarda na garagem e só usa quando precisa consertar as coisas? Não estou dizendo que você irá precisar de um alicate agora, mas use o seu coração como ferramenta e conserte as coisas com as palavras.
Você não tem olhado muito para o espelho, né? Já disse a si mesmo hoje que você se ama? Ah, é tão bom ter amor próprio.
Não tem aquela proposta de emprego que pintou para você? Vai lá! Se por um acaso não der certo, a gente ajeita o seu currículo e tenta de novo.
Quer experimentar algo novo no cabelo? Apoiado! Cabelo cresce!
São tantas coisas que você quer fazer, então faça!
Arrisque-se. Viva. Dance. Cante. Corra. Agradeça. Faça amigos. Mude. Sorria. Chore. Viaje. Estude. Comemore. Peça desculpas. Orgulhe-se de quem és e não tenha um orgulho ferido. Alegre-se. Tenha coragem. Etcetera e tal.
Só quero lembrar que o tempo está passando e que talvez você não consiga resolver todas as suas pendências quando os seus últimos segundos chegarem. Então viva o agora. Conserte o agora. E, felizmente, quando os seus últimos segundos chegaram, você irá agradecer pela história que viveu.

Larissa Lisboa.