Uma longa jornada

Ah, Nicholas Sparks! S2

Ele não se cansa de nos surpreender com seus romances. Quando a gente acha que já não tem mais maneiras de se apaixonar, ele vai lá e “Tchan-nã-nã-nã”: nos apresenta um mega cowboy-romântico-cavalheiro para estar na nossa lista de paixões literárias.

Eu amo ler por lidar com a imaginação, por poder criar em minha mente os cenários e personagens perfeitos, mas confesso que não consegui imaginar um cowboy melhor que o Scott Eastwood para interpretar o Luke Collins. Para isso que servem os filmes, para mostrar que, além de fofos, românticos, cavalheiros, dentre outros elogios, os homens protagonistas dos livros de Nicholas Sparks também são lindos. E eu agradeço muito por isso, e meus olhos também. Hahaha.

Embora eu ache que os filmes nem sempre são fiéis aos livros, eu parei de julgar e passei a apreciar o filme, afinal o livro é uma inspiração, e o filme nunca sai como imaginamos mesmo. Ou seja, o filme é a forma que alguém imaginou toda a história e, às vezes – quase sempre- iremos preferir o livro, assim como também às vezes podemos preferir o filme.

Hoje eu vou falar sobre o filme:

Uma longa jornada conta a história de Luke Collins, um cowboy que vive para montar touros e sonha em estar entre os melhores do mundo, e então poder chegar a final da competição e se tornar um campeão mundial. A história conta também sobre Sophia, interpretada por Britt Robertson, que estuda artes e quer trabalhar em um grande Museu em Nova York. Eles se apaixonam perdidamente e tentam se encaixar um no mundo do outro, mas não é tão fácil assim.

Dentro dessa história é contada também uma outra história de um outro casal: Ruth e Ira Levinson. Ira, que é um senhor viúvo, sofreu um acidente de carro e foi salvo por Luke e Sophia. Ele e Sophia tornaram-se amigos e a sua vida é contada através das cartas lidas por ela. Cartas essas que Ira escrevera para Ruth durante toda a sua vida, até a morte. O casal também teve dificuldades para se adaptar a vida um do outro, já que Ruth queria ter filhos e Ira não podia, mas no final, eles perceberam que era melhor celebrar as coisas que tinham do que se frustrar por algo que não tinham. No fim, após o falecimento de Ira, Luke e Sophia se reencontram e a vida decide que o destino deles é ficarem juntos.

A mensagem desse filme/livro é que o amor exige sacrifícios. Se adaptar à vida do parceiro é um sacrifício. Assim como aceitar os seus defeitos. Quando você ama alguém, você pensa na felicidade da pessoa independente da felicidade dela ser estar com você ou não. Quando se ama alguém, você não precisa mudar toda a sua vida, mas sim se adaptar ao mundo dela, assim como ela se adaptará ao seu mundo. Quando se ama alguém e é recíproco, vocês devem fazer o que tiver ao alcance para dar certo , e se for para dar certo, a vida trata de dar sinais e alertas para isso.

O filme conta com uma bela trilha sonora, dentre as músicas estão “Wildfire – Seafret” e “Desire – Ryan Adams”.

Espero que gostem!

Larissa Lisboa.

Questão de tempo

Ah, Rachel McAdams ! s2 Já peço desculpas adiantado por futuramente falar sobre filmes em que, a maioria, serão os que ela é a atriz principal. É só porque ela é a minha atriz preferida, então talvez eu enche o saco um pouquinho. Hahahahha

Questão de tempo é um filme sobre viagem no tempo. (O curioso é que não é o único filme de viagens no tempo em que a Rachel é protagonista).

O filme conta a história de Tim (Domhnall Gleeson), que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Para ele poder viajar ao passado, basta ir para um local escuro e pensar na época e no local exato para onde deseja ir. Ele faz a sua primeira viagem para conquistar a menina dos seus sonhos, Mary (Rachel McAdams), e continua viajando até as coisas finalmente darem certo entre os dois.

O fato de poder viajar no tempo e consertar as coisas é o desejo de muitas pessoas, mas o filme mostra que, mais importante do que alterar as ordens dos acontecimentos, é viver um dia de cada vez, e viver cada dia como se fosse o último. A graça da vida não está na possibilidade de fazer tudo dar certo e de poder consertar as coisas com uma simples viagem no tempo. A graça da vida está em deixar as coisas acontecerem como devem acontecer,  consertando os erros naturalmente, a cada dia que passa. Afinal, o que seria de nós se não aprendêssemos com os nossos erros?

A mensagem do filme é que nem sempre o que consideramos ser uma maneira fácil de se resolver uma questão é a melhor maneira para tal. O Tim aprendeu com o passar dos dias que a dádiva de sua vida era viver um dia de cada vez, ao invés de ter o seu poder de viajar no tempo como uma dádiva. Então não se arrependa por algo que tenha feito, mesmo que tenha sido errado, porque você irá aprender com esse erro. Só se arrependa do que não tenha feito.

Sobre a trilha sonora do filme, a versão da música How Long Will I Love You , da  Ellie Goulding, gravada por  Jon Boden, Sam Sweeney & Ben Coleman é simplesmente maravilhosa.

 

Espero que gostem do filme!

Larissa Lisboa.

 

 

 

 

A Nova Cinderela

Sabe aquele filme que você ama tanto que sabe todas as falas e até mesmo o momento certo de cada expressão, quiçá até a respiração do personagem? Bom, o meu filme predileto é “A nova Cinderela”. Sei que é um filme bobo, um “filme de menininha”, mas é o melhor filme bobo e de menininha do universo. Sam Montgomery (Hilary Duff) perdeu o pai quando criança e desde então vive com a madrasta e suas irmãs, onde é tratada como uma empregada. Sua vida na escola também não é lá uma maravilha, mas ela conta com a amizade de Carter, que está sempre com ela para o que der e vier. Eis então que surge um amor em sua vida. Sam conhece o seu príncipe encantado na internet (Chad Michael Murray – que poderia ser o meu príncipe sem nenhum problema) e se apaixona pelo cara que frequenta cafés e escreve poesias, trocando confidências sobre suas vidas, até descobrir que ele é o Austin Ames, o garoto mais popular da escola. O encontro aconteceu no baile de fantasia da escola e, como Sam estava de máscara, Austin não conseguiu saber quem ela era. Dá meia noite e Sam sai correndo para casa e acaba perdendo o seu celular, que Austin encontra, mas não consegue tirar nenhuma informação. O filme conta com a presença de uma ex-namorada ciumenta, a Shelby, que revela a identidade de Sam diante a todos da escola, humilhando-a. Austin não faz nada sobre isso e parece ser o fim do amor que mal começou. Dentre os acontecimentos seguintes, Sam desabafa com Austin que acaba largando tudo para não perder a sua amada. A escola acaba, eles vão juntos para a faculdade e vivem felizes para sempre. E sim, é o meu filme favorito.

Além de o filme ser maravilhoso, a trilha sonora é magnífica, e conta com a Hilary Duff sendo protagonista da canção Now You Know. Outras músicas marcantes do filme são: Sympathy (Goo Goo Dolls), que toca no início do filme, logo assim que o pai da Sam morre e ela vai morar no sótão; I’ll Be (Edwin McCain) é a música que a Sam dança com o Austin no baile; To Make You Feel My Love (Josh Kelley) toca quando a Sam quase conta para o Austin na lanchonete que ela é quem ele está procurando e, por fim, tem a música Hear You Me (Jimmy Eat World), que toca na hora do jogo.

O filme também conta com cenas marcantes e, definitivamente, a melhor de todas é :

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“Porque esperar por você é como contar com chuva nesta seca. Inútil e decepcionante.”

Larissa Lisboa.

P.S. Ative o modo “princesinha” que há em você. Sim, eu sei que há, mesmo que você não queira. Então ative e venha comigo assistir a este filme.

O melhor de mim

O livro:

Ah, Nicholas Sparks! Impossível não se apaixonar por suas histórias de amor e por seus personagens. Nos envolvemos tanto que, quando um personagem morre -e isso quase sempre acontece-, parece até que perdemos um ente querido. Um dos livros que eu mais gosto é “O melhor de mim”. Aquele primeiro amor que deixa marcas para sempre é realmente apaixonante, mas um dos pontos que eu realmente mais gostei foi o tal destino sombrio traçado para o Dawson não ter acontecido. Eu acredito em destino, então concluo que esse tal destino sombrio não era os planos de Deus para ele e sim as conclusões precipitadas que as pessoas da pequena cidade de Oriental tinham feito para ele. Dawson Cole era de uma família de criminosos, mas a única coisa que ele roubou foi o coração de Amanda Collier, menina de família tradicional que o que mais queria era ter o seu espírito livre. O amor dos dois fora um porto seguro onde eles se refugiaram, deram o melhor de si um para o outro e, aos poucos, foram descobrindo juntos quem queriam ser. A vida que os separaram fora a mesma que os reaproximaram 25 anos depois, dando-os a chance de reencontrarem o seu “eu interior”.

O filme:

O filme modificou muita coisa do livro, quase tudo, praticamente, mesmo assim, é um filme lindo. Eles conseguiram mostrar a força e intensidade do amor dos dois, exatamente como foi descrito no livro. Mostraram do que o amor é capaz e do que as pessoas são capazes de fazer pelo amor. Sem contar os detalhes da cabana do Tuck -amigo dos dois- que foi o cenário perfeito que muitos imaginaram e, também, a trilha sonora magnífica com a maravilhosa voz de Colbie Caillat cantando “In Love Again” e a banda Lady Antebellum cantando “Falling for you”.

Se você ainda não leu ou não viu o filme, faça os dois!

Larissa Lisboa.

P.S. Não julgue o filme pelo livro. Apenas sinta a presença do amor puro que existe em ambos.

Mais um P.S. Leia com atenção a passagem das lontras na página 139 do livro, é uma situação de vida que muitos podem se identificar.